Por: Daniel Grazioli Em: 24 de outubro de 2017 Categoria: E-commerce Comentários: 0

Quando um comerciante decide montar uma loja física, ele leva em consideração o capital disponível para a operação, a melhor localização para o ponto comercial, a adequação da sua marca ao público que frequenta a localidade, se é melhor abrir uma loja de rua ou um estabelecimento em um shopping etc. O comércio on-line também requer esse cuidado. Na sua estratégia, é melhor ter uma loja virtual própria ou vender em uma rede de varejistas?

Para auxiliá-lo nessa decisão, entenda os principais elementos da diferença entre e-commerce e marketplace.

Um pouco de luz nos conceitos de e-commerce e marketplace

“E-commerce” é um termo originado da abreviação da expressão, em inglês, eletronic commerce, que, em português, significa comércio eletrônico. Designa transações comerciais realizadas no ambiente virtual, através de sites e aplicativos, por meio de dispositivos, como computadores, smartphones e tablets. Apesar de ter um significado mais abrangente, é empregado comumente para referir-se a lojas virtuais próprias.

Já a palavra “marketplace” une, em sua formação, os termos, em inglês, market (mercado) e place (lugar). Representa, portanto, o local onde as pessoas fazem vendas, trocas e compras de mercadorias. A expressão pode ser empregada para a atividade comercial em espaço físico ou em ambiente virtual.

Nos últimos anos, os marketplaces, como a Amazon.com, o Mercado Livre e o Ebay, têm ganhado notoriedade no ambiente on-line, e o termo passou a ser praticamente um sinônimo de shopping center virtual. Ou seja, um lugar onde o consumidor encontra à venda, em um mesmo endereço on-line, produtos de vários lojistas.

Mas, então, marketplace (shopping center virtual) é um e-commerce?

Sim. Vale destacar que todo marketplace on-line é, também, um modelo de e-commerce, visto que se enquadra na definição de transações realizadas em ambiente virtual através de dispositivos digitais. Mas, nem todo e-commerce é um marketplace, ok?

Resumindo a conversa, no dia a dia, o termo marketplace vem sendo usado para definir uma loja virtual que vende produtos de diversos lojistas, funcionando como uma vitrine para esses comerciantes, enquanto o termo e-commerce vem sendo empregado popularmente quando se faz referência a uma loja virtual própria, de um único lojista.

Entendidos esses conceitos, vamos avançar um pouco mais e compreender a diferença entre e-commerce e marketplace?

As diferenças entre e-commerce e marketplace

1. Investimento inicial

Logo de cara, já temos uma diferença de grande impacto na escolha da estratégia para a implantação do negócio on-line.

Ao criar um e-commerce próprio, você deve levar em consideração que uma loja virtual básica tem custos iniciais de infraestrutura expressivos para que ela tenha condições de funcionar, tais como:

  • contratação ou desenvolvimento de uma plataforma de e-commerce;
  • elaboração de um site para comercializar os produtos, o que implica na elaboração do layout, na definição de categorias para os produtos, na análise de experiência do usuário etc.;
  • compra de um domínio (endereço para a loja virtual na web);
  • contratação de um gateway de pagamento (plataformas para pagamento através de boleto, cartões de crédito ou débito etc.);
  • contratação de serviços de logística;
  • contratação de servidores para hospedagem do site;
  • profissionais para operar o e-commerce;
  • ferramentas para atendimento ao cliente, como chats e televendas;
  • sistemas de segurança e de gestão antifraude;
  • etc.

Por sua vez, os marketplaces já apresentam essa infraestrutura de implantação pronta, ou seja, o lojista não precisará iniciar a construção do site do zero.

2. Reputação on-line

Outra diferença entre e-commerce e marketplace, que pode influenciar na decisão entre um ou outro modelo de negócio, é a construção da reputação on-line.

A não ser que a sua marca já tenha grande notoriedade no mercado, ao optar por um e-commerce próprio, ela precisará construir uma reputação on-line. Se no mundo físico, por assim dizer, a sua loja goza de boa reputação local, no ambiente virtual, a sua marca estará exposta para um público muito maior e que você certamente deseja conquistar.

Provavelmente, essas pessoas podem nunca ter ouvido falar da sua marca e, por isso, poderão ter receio de realizar compras em sua loja virtual. São necessários algum tempo e investimento em divulgação até que a marca seja reconhecida e considerada confiável pelos consumidores.

Já no modelo de vendas em marketplaces, o lojista se aproveitará do prestígio que o marketplace contratado goza no mercado. Ou seja, supondo que você anuncie os seus produtos na Amazon ou em um marketplace nacional, como a Americanas.com, para o consumidor comum, quem está fazendo a venda é a Americanas ou a Amazon, que já têm grande respaldo público. O seu negócio estará, assim, beneficiando-se da reputação desses players por associação para fechar a transação.

3. Divulgação dos produtos

Quanto e como você está disposto a investir em marketing digital para divulgar os seus produtos? Considere isso em sua estratégia.

Certamente, você tem concorrentes no mercado e o seu principal desafio será trazer, para si, a atenção do consumidor em meio as outras possibilidades que ele tem, para não ser somente mais uma loja perdida na internet.

Com um e-commerce próprio, você investe quanto quer, onde quer, na frequência que deseja, e todo o benefício do investimento retornará somente para a sua marca. Você define como se comunicar com o seu público e é responsável pelo posicionamento de sua marca.

Por outro lado, e-commerces de grande porte, como são os marketplaces, investem maciçamente em publicidade on-line, tanto em volume de verba quanto em variedade de canais de divulgação, enquanto um pequeno varejista nem sempre dispõe de orçamento de marketing suficiente para ser competitivo. Mas, aqui você não pode interferir em nada. As regras e estratégias são todas do marketplace.

Caso sua loja virtual tenha potencial para investir em mídia, ponto para você. Senão, saiba que os varejistas que optam por vender em marketplaces pegam carona na divulgação desses grandes varejistas on-line e reduzem seus custos em campanhas.

4. Identidade visual

Há que se considerar o quanto é importante para o seu negócio ter a sua identidade visual estampada em sua loja on-line.

Enquanto, em um e-commerce próprio, você poderá criar um projeto totalmente personalizado, alinhando a identidade de sua marca ao perfil do público-alvo da sua empresa, nos marketplaces, eles ditam as regras do jogo.

No marketplace, o foco principal é a venda. O seu logotipo estará ao lado do produto que você anuncia, para identificá-lo como vendedor, mas toda a identidade visual do site será do marketplace. Você não interfere nisso e não pode fazer posicionamento de marca aqui.

5. Alcance, tráfego e audiência

Quando um lojista decide abrir um negócio on-line, significa que ele pretende atingir um público mais amplo, em localidades que ele não alcançaria com uma loja física.

No entanto, para obter sucesso, exige-se muito trabalho duro, conhecimento de técnicas de SEO (Otimização para Mecanismos de Buscas) para gerar tráfego orgânico, investimento em mídia (como links patrocinados, remarketing e anúncios pagos em mídias sociais) e uma série de outros fatores que influenciam no tráfego de usuários para a sua loja.

É importante trabalhar pensando que os resultados acontecerão a médio e longo prazo. Muitos e-commerces próprios são encerrados antes de atingir esse estágio de maturidade, em que o retorno do investimento começa a ser percebido.

Em contrapartida, os marketplaces são sites que têm grande audiência, tráfego elevado e alcance gigantesco. É praticamente impossível para um e-commerce recém-criado chegar ao mesmo nível de exposição que esses sites contam. Logicamente, estamos falando, aqui, dos principais marketplaces do mercado.

Marketplaces, como o Submarino, por exemplo, atingem mais de 115 milhões de pageviews mensais, enquanto a Americanas.com chega a 260 milhões de pageviews, segundo publicação do E-commerce Brasil.

Os pontos de diferença entre e-commerce e marketplace ficaram mais claros? Antes de montar o seu negócio on-line, é importante avaliar quais são os seus objetivos, quanto está disposto a investir e pesar as vantagens e riscos de cada modelo. Vale destacar que um modelo não exclui o outro.

Você pode optar por ativar os dois canais — e-commerce próprio e marketplace — e, até mesmo, divulgar seus produtos em mais de um marketplace simultaneamente, pois a maioria deles não tem contrato de exclusividade. O importante é que trace uma estratégia de atuação em cada canal, de forma que se complementem.

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