Por: Fábio Medeiros Em: 12 de setembro de 2017 Categoria: Marketing Digital Comentários: 0

Qualquer que seja a estratégia adotada no seu negócio, é preciso acompanhar os indicadores para ter sucesso, otimizar os recursos e aproveitar melhor as oportunidades. Muitas empresas falham nesse trabalho e não conseguem entender como seus números sofrem quedas repentinas ou até mesmo altas.

Com todos os recursos que o marketing digital carrega, é fundamental criar um bom gerenciamento. Entretanto, isso não deve ser entendido como controlar tudo. Alguns indicadores não têm tanta representatividade e só aumentariam o trabalho. São as métricas da vaidade.

No post de hoje, vamos falar sobre essas métricas e os cuidados que sua empresa deve ter em não embasar suas decisões estratégicas nelas. Boa leitura!

O que são as métricas da vaidade?

Quais são os indicadores que você controla? Faturamento, número de pedidos, número de itens vendidos, custo de estratégias, participação no mercado etc. Todas essas métricas possibilitam análises importantes e devem servir de embasamento para tomadas de decisão.

Porém, há outras que não demonstram resultados e não geram impactos diretos no objetivo traçado. Definindo de forma bem direta, elas servem para inflar o ego, somente isso. Essas são as métricas da vaidade.

Pensando na definição dos indicadores-chave para o seu negócio, eles devem ser escolhidos de acordo com o objetivo traçado. Imagine que sua meta é aumentar as vendas do site em 20%, utilizando as redes sociais, em um período de 3 meses. Essa é uma meta importante, clara e objetiva. Entretanto, para saber se ela está sendo alcançada e se os recursos empregados são suficientes, é preciso evidenciar indicadores e criar um plano de acompanhamento.

Então, o que causar interferência direta na meta traçada deve ser avaliado. Utilizando esse exemplo, vamos pensar nos indicadores:

  • faturamento;
  • número de pedidos;
  • ticket médio;
  • taxa de conversão;
  • investimento em publicações;
  • tráfego no site;
  • número de novos clientes;
  • etc.

Todas essas métricas influenciam o objetivo. Se o faturamento aumenta, é um indício de que a estratégia dá certo. Assim como o número de pedidos, ticket médio e os outros indicadores.

Porém, vamos imaginar que, por algum motivo, a equipe responsável colocou o número de curtidas na página do Facebook entre as métricas a serem controladas. Esse dado tem alguma relação com o aumento das vendas? Não! Então, é uma métrica de vaidade.

Mas você pode ter a seguinte dúvida: ter uma página no Facebook ou outra rede social com um número grande de curtidas não é bom? Sim, isso é interessante. Mas para o objetivo, não há uma relação direta.

Uma pessoa pode curtir uma página porque gostou de uma publicação ou de uma imagem. Talvez ela nem conheça ou precise das soluções que a marca oferece e, portanto, não é um potencial cliente ainda.

Quais são as métricas da vaidade?

Para exemplificar e ficar mais claro, vamos mostrar uma lista com algumas métricas que não devem ser utilizadas para as tomadas de decisão:

  • número de seguidores nas redes sociais;
  • pageviews em sites ou blogs;
  • visualizações de vídeos;
  • número de leads não qualificados;
  • número de downloads de um aplicativo;
  • etc.

Esses são apenas exemplos. Para tomar boas decisões, é preciso avaliar o que realmente é importante controlar para garantir o bom desempenho das ações tomadas.

Por que não devemos tomar decisões com base nas métricas da vaidade?

Agora que você já sabe o que são as métricas da vaidade, vamos mostrar por que elas não devem servir de base para as tomadas de decisão.

1. Elas não têm influência direta no resultado

Já falamos que por meio delas não é possível determinar a eficiência ou não de uma estratégia, mas é bom frisarmos novamente esse ponto.

Quando se impulsiona uma publicação no Facebook, por exemplo, o alcance da ação é enorme. Isso é ótimo e pode trazer novos clientes para a empresa. Porém, muitas das pessoas atingidas pelo impulsionamento — considere a maioria — não são potenciais clientes e não têm interesse nas soluções que sua marca oferece.

Elas podem até curtir a página ou a publicação, mas qual será o efeito disso no objetivo?

Nesse caso, impulsionar uma publicação é uma ação interessante, mas considerar que todo o alcance representa potenciais clientes, não.

2. Elas podem ser manipuladas

Você já deve ter se deparado com páginas ou publicações nas redes sociais com um número exorbitante de curtidas ou seguidores, não é mesmo? Pois saiba que esses números podem ter sido manipulados. Hoje é possível, apesar de não ser recomendado, comprar de likes ou seguidores.

Algumas empresas acreditam que esse aumento pode gerar maior interesse no público e, dessa forma, maior engajamento. Mas não é bem assim. Há outras formas mais eficientes de se conquistar uma posição de referência no mercado, como o investimento em marketing de conteúdo ou ter um bom site responsivo e oferecer um ótimo atendimento ao consumidor.

3. Você não obtém dados de contato

As estratégias do marketing digital visam a criar um caminho lógico até a decisão de compra. No início, os potenciais clientes podem ainda nem saber que têm um problema e, portanto, não consideram a busca por uma solução. Então, o primeiro passo é identificar esse potencial.

À medida que o interesse e o nível de conhecimento sobre um produto ou serviço aumenta, você busca mais dados do lead para criar estratégias mais eficientes e personalizadas. Esse é o grande ganho das ações online: conhecer o público-alvo.

Porém, quando tratamos das métricas da vaidade, é fácil perceber que elas não geram dados dos potenciais clientes. Basta olhar na lista de métricas que criamos. Quando uma pessoa assiste a um vídeo de uma marca, ela não insere dados que possibilitam um contato posterior. Ou seja, ela não é um lead qualificado.

Então, essas métricas não servem para nada?

Apesar de não apresentarem impacto direto nos objetivos, não podemos descartar algumas funcionalidades das métricas da vaidade. O Facebook, por exemplo, divulgou que a plataforma já atingiu 102 milhões de brasileiros cadastrados.

É uma ótima oportunidade para as empresas. Portanto, é interessante investir, divulgando conteúdos com frequência, respondendo às solicitações e se mostrando presente. Com isso, é esperado que o número de curtidas na página aumente.

Porém, o importante é não deixar que esses indicadores sejam usados para embasar as estratégias, pois eles sozinhos não têm essa capacidade. Além disso, sabemos que gerenciar um negócio é uma tarefa complexa. Então, não vale a pena agregar mais trabalho controlando dados que não são importantes, não é mesmo?

Gostou do nosso artigo? Conhece outras métricas da vaidade? Então deixe seu comentário aqui e participe dessa discussão!

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