Por: Daniel Grazioli Em: 17 de outubro de 2017 Categoria: Marketing Digital Comentários: 0

A realidade virtual é algo que já faz parte do nosso cotidiano, o que explica o interesse do marketing digital por ela.

Ela está nos jornais, na internet, até em conversas descontraídas nos locais mais inesperados. Só de ela ter se popularizado tanto assim, já se tornou uma grande oportunidade.

Embora a tendência de associar as duas coisas seja recente, muitas marcas já tiraram proveito da união entre realidade virtual e marketing digital. Algumas são reconhecidas justamente por isso, como você vai perceber ao longo deste artigo.

Continue lendo e saiba exatamente o que é a realidade virtual, a enorme tendência que ela se tornou e por quais pontos o marketing digital pode abordá-la.

Saiba, ainda, como e por que fazer isso, além dos maiores casos de sucesso da união desses dois conceitos. Confira:

O que é realidade virtual

A resposta a essa pergunta não é tão óbvia quanto você pensa.

Só para se ter uma ideia, essa expressão existe há exatos 97 anos. Isso mesmo: ela foi criada para designar um produto. Ou seja, ela nasceu no marketing.

Estamos falando do estereoscópio, uns óculos enormes e desajeitados onde se podiam ver algumas gravuras, mudando-as com um botão.

Depois, a expressão “realidade virtual” passou a ser utilizada por um grande teórico da área do teatro, chamado Antonin Artaud. Ele a usava para designar algo muito diferente do que nomeia hoje.

Artaud tinha como objetivo criar um tipo de teatro diferente. Ele achava que quanto mais real fosse a representação, mais conseguiria “enganar” o espectador. Para isso, ele usava ruídos, aromas e tudo mais que ajudasse a passar uma atmosfera de realidade nas suas representações.

Ou, antes, o que é “virtual”?

E por que estamos falando tudo isso? Simples: desde a criação do termo, a realidade virtual se propõe “enganar” as pessoas, só que no bom sentido.

Se procurar no dicionário o sentido de “virtual”, você vai ver que um deles é “próximo”. Logo, a realidade virtual é algo que deve estar sempre próximo da realidade como a conhecemos. E quanto mais próximo, mais ela vai “enganar” as pessoas, criando sensações que vão parecer muito reais.

Adiantando uma coisa que faz muito sentido para quem precisa pensar a realidade virtual do ponto de vista do marketing digital: criar uma realidade que engane o cérebro humano tem seus problemas. Afinal, existe o que está sendo mostrado e a forma como as pessoas percebem isso.

Ou seja, assim como acontece com o marketing digital — onde as pessoas vão criar percepções pessoais do seu conteúdo e da sua marca — o aspecto subjetivo importa muito na realidade virtual.

O que é realidade aumentada?

Realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR) são conceitos relacionados, mas diferentes.

A primeira tem como objetivo criar uma experiência de imersão, isto é, colocar você em um lugar em que não está. Os melhores exemplos são os jogos de videogame em primeira pessoa, onde você pode andar por cenários pós-apocalípticos, ir para o fundo do oceano ou o espaço sideral.

Já a realidade aumentada, como o nome indica, trabalha com tudo que está ao seu redor.

Na sala da sua casa, cores, objetos e personagens podem pular das paredes e interagir com você. Podem acontecer eventos fantásticos e excitantes, mas sempre tendo a própria realidade como pano de fundo.

As duas realidades são criadas pelo mesmo processo tecnológico, mas são diversas e servem a propósitos diferentes.

Como a realidade virtual se difundiu

Mas o que fez a realidade virtual se tornar tão conhecida? Por que ela entrou no imaginário de tantas pessoas de faixas etárias tão diferentes, a ponto de despertar o interesse dos profissionais de marketing digital?

Dá pra enumerar alguns motivos, mas o principal deles, com certeza, diz respeito aos videogames.

Os famosos “óculos de realidade virtual” não deixam de ser uma versão ultramoderna dos estereoscópios, que mencionamos no início deste artigo, mas eles vão muito além.

E, ao fazer isso, os videogames de última geração colocam a realidade virtual como o assunto do momento. Eles não só baseiam boa parte do seu próprio marketing na tarefa de divulgar a realidade virtual, como criam uma tendência.

A realidade virtual ainda está na sua infância

A realidade virtual, mesmo da forma como é aplicada nos jogos de videogame, está ainda no seu início.

Os óculos VR, como são conhecidos, embora impressionem muita gente, estão apenas nos primeiros passos. O final desse caminho, com certeza, vai ser algo tão real e tecnológico que vai deixar muita gente de queixo caído.

Tudo isso também inaugura uma nova perspectiva a ser trabalhada pelo marketing digital: a de que criar experiências próximas da realidade e que causem imersão voluntária nas pessoas faça parte do futuro da atitude de compra.

E quanto mais crianças se tornam obcecadas por realidade virtual hoje, mais adolescentes e adultos estão aptos a comprar da sua empresa daqui a alguns anos, se você incorporar a realidade virtual no seu marketing digital.

A boa notícia é que essa enorme tendência ainda não se instalou e por um motivo simples: os dispositivos de realidade virtual ainda precisam ser aperfeiçoados.

Embora fiquem melhores a cada dia, alguns efeitos colaterais aparecem, como enjoo e tonturas depois de um certo tempo utilizando os óculos VR, por exemplo.

Mas não se acomode: a velocidade com que as pesquisas e desenvolvimento nessa área andam mostra que não deve demorar muito para a coisa se tornar parte do dia a dia de pessoas comuns.

E, a partir daí, essa tendência vai poder ser assimilada pelo marketing digital, como acontece com tudo mais.

Por que utilizar a realidade virtual no meu marketing digital

O primeiro motivo é exatamente esse que acabamos de explicar: os videogames transformam cada vez mais as novas gerações. E, fazendo isso, preparam-nas para aceitar a realidade virtual como um recurso que influencia a sua decisão de compra. Junte a isso o fato de que já faz um bom tempo que videogame não é coisa só de criança.

Ou seja, a realidade virtual e a realidade aumentada são conceitos que já fazem parte da vida — ou, pelo menos, do conhecimento — da maior parte dos adultos. É importante dar atenção a esse fato, já que ele coloca a VR e a AR não apenas no futuro do marketing digital, mas já no seu presente.

Além da influência dos videogames, há outras formas como a realidade virtual influencia a atitude de compra das pessoas. Vamos conhecer algumas:

Imersão

A realidade virtual cria a expectativa de que o marketing seja imersivo, isto é, de que a interação com a sua marca — seu site, blog, peças de conteúdo — seja de desligamento total do mundo material e concentração na experiência que você propõe.

Em outras palavras, as sensações provocadas pela marca por meio de interações audiovisuais (vídeos, sons, animações nas páginas do seu site) tendem a fazer o seu cliente potencial mergulhar de cabeça no contato com o seu produto. O marketing apela para dois pólos da compreensão humana: a razão e a emoção.

Racionalmente, buscamos bons argumentos antes de adquirir um produto, mas não é raro que, ao examinarmos dois produtos semelhantes, o fator emocional seja o que mais pesa na decisão.

A imersão em realidade virtual ou realidade aumentada — uma sutil variação da primeira — potencializa o aspecto emocional.

Sentindo-se “dentro” da história que uma empresa conta sobre um produto ou serviço, os seus consumidores vivenciam essa emoção muito mais à flor da pele. Logo, a atitude de compra tem muito mais chances de ser tomada.

Experimentar à distância

Quem tem mais de 30 anos consegue se lembrar de um mundo em que comprar à distância simplesmente não era algo viável.

No entanto, quanto mais a internet evolui, mais o e-commerce se afirma como opção de compra favorita dos brasileiros. Ele cresce quase 100% ao ano e, em 2015 — última vez em que foi medido — já representava mais de 15% do faturamento total de vendas.

A tendência é que siga crescendo astronomicamente, uma vez que seus custos são menores e isso se reflete no preço final. Os consumidores, por seu lado, já aprenderam a confiar nas compras a distância e estão prontos para privilegiar esse melhor custo-benefício.

Mas qual a relação entre e-commerce e realidade virtual?

Simples: quem compra à distância, valoriza a experiência de conhecer virtualmente o produto. Em outras palavras, “experimentar” um tênis ou artigo de vestuário via VR.

Nos próximos anos, é bem provável que boa parte do casamento entre marketing digital e realidade virtual aconteça para suprir essa demanda.

Mostrar produtos que ainda não estão prontos

Arquitetos, engenheiros e outros profissionais sofrem com a necessidade de fazer seus clientes visualizarem aquilo que está apenas numa planta ou pedaço de papel.

Eles utilizam a realidade virtual para suprir essa lacuna, o que dá ótimos resultados. Hoje, softwares de engenharia simulam edifícios, casas, iluminação e ambientes.

Podemos, muito facilmente, imaginar que essa tendência venha a se transferir para o marketing digital. Afinal, esse é um ramo cujo serviço é bastante abstrato, o que dificulta bem a sua venda.

Demonstrar serviços de marketing

Por exemplo, quando pensa em coisas como Inbound Marketing, Marketing de Conteúdo e e-mail marketing, você realmente é capaz de entendê-las em toda a sua profundidade? Se a resposta foi sim, ótimo sinal.

A verdade é que a maior parte das pessoas não é capaz de fazer isso. Elas tendem a encarar o marketing digital como uma série de tarefas: disparar certos e-mails em certos dias da semana, postar toda segunda um blog post novo…

A realidade virtual e a simulação podem fazer com que você entenda o marketing digital como um processo. Por exemplo, percebendo que os seus clientes vão procurar os seus serviços na internet por meio de palavras-chave no Google.

Uma vez no seu site, eles vão trilhar um caminho que começa com um problema, se transforma em conhecimento e termina com a compra do seu produto ou contratação do seu serviço.

Isso é muito próximo daquilo que os softwares de engenharia fazem: tornar concreto e quase palpável algo que ainda está apenas no mundo das ideias e levar às pessoas um melhor conhecimento de processos, em vez apenas a de ações isoladas. Um prato cheio para quem pretende vencer a concorrência utilizando o marketing digital.

Exposição da sua marca em óculos de realidade virtual

O que vamos contar a seguir pode parecer cena de algum filme de ficção científica, mas não é.

Em 2015, o jornal New York Times começou a enviar óculos de realidade virtual como bônus promocional para seus assinantes. A estratégia nasceu de uma parceria com a Google e o objetivo era abrir um novo canal para contar a história do jornal.

Acontece que, em meio às imagens e animações que os óculos exibiam, apareciam alguns anúncios de marcas patrocinadoras.

Já imaginou que, no futuro, pode ser a sua marca a aparecer em anúncios de óculos de realidade virtual? Pense no quanto essa associação pode transferir aos clientes do seu negócio a impressão de terem optado pela marca do futuro.

Ações como essa, com certeza, se convertem em ótimas oportunidades comerciais para a empresa que as patrocina ou incentiva.

Comece a pensar como agregar valor à sua marca utilizando a tecnologia e suas tendências, de uma forma parecida — mas, claro, mais modesta — que essa que o New York Times usou.

Para antecipar uma tendência

Sabe aquela sensação de que algo vira uma moda e, de repente, todo mundo começa a usar sem refletir?

Com certeza isso vai acontecer com a junção entre realidade virtual e marketing digital daqui a pouco tempo. Se você conseguir planejar e se colocar à frente nessa tendência agora, vai ser visto como um pioneiro.

Agora, se esperar a moda se instaurar e apenas copiar o que os seus concorrentes estão fazendo, não vai ser bem assim: vai ter perdido a chance de levar às pessoas uma ideia inovadora e apenas se igualar a tantas outra marcas que apenas “seguem o fluxo”.

Não desperdice essa chance.

Quais as 5 melhores campanhas de marketing digital que utilizaram realidade virtual?

De fato, algumas empresas já começaram suas campanhas de marketing utilizando VR e AR. Vamos ver alguns exemplos mais expressivos:

1. Facebook, Instagram e os live videos

Conhecidos no Brasil por “transmissões”, os live videos vão bem além do que o nome sugere.

A experiência do usuário é fundamental. Nesse sentido, o audiovisual é uma ótima porta de entrada para a realidade virtual na internet, principalmente para um público mais velho. Com duas das suas redes sociais, Mark Zuckerberg deu esse pontapé inicial para o uso da realidade virtual — nesse caso, mais especificamente, da realidade aumentada — no marketing digital.

As transmissões do Facebook e Instagram são mais interativas que os vídeos comuns da rede social. Elas aproximam quem transmite e quem assiste, permitem interação com comentários, curtidas e outros tipos de ações que são representados por ícones que flutuam na tela.

Para quem passou a vida assistindo passivamente a programas de televisão, essa singela mudança de paradigma já parece algo de outro mundo. Sem dúvida nenhuma, um primeiro passo na imersão da realidade aumentada.

Os live videos, a um só tempo, confirmam a enorme tendência que é a realidade virtual no marketing digital ― são centrais para as estratégias de marketing de Zuckerberg ― e também para as da sua empresa, se ela usa o Facebook para gerar reconhecimento de marca.

Não por acaso, já eram um sucesso e tanto com menos de um ano de lançamento.

Chegaram ao WhatsApp, Snapchat e é bem provável que atinjam todas as redes e mídias sociais em bem pouco tempo. Do ponto de vista da sua marca, imagine o nível de interação com seus clientes e potenciais clientes que essa ferramenta simples e gratuita pode significar.

Nutrição, qualificação, relacionamento pós-venda, reconhecimento de marca e branding, tudo em um só lugar!

2. A cadeira virtual da Toms Shoes

Essa marca de calçados é famosa pela sua capacidade de antecipar tendências e fazer um marketing que conta uma história.

A base das suas campanhas é o fato de que, para cada par de sapatos vendido, a Toms dá um par idêntico a uma criança carente de algum país.

A cadeira virtual da fábrica é utilizada para uma imersão dos clientes nessa realidade: sentando-se nela, eles se veem viajando de carro por um desses países.

Lá, presenciam a difícil e triste realidade das crianças que não podem comprar um par de sapatos e como a Toms ajuda a tornar a vida delas melhor. Impossível não virar fã dessa marca assim, não é mesmo?

3. Uma voltinha nas praias da Califórnia em um Mercedes-Benz

Dirigir carros virtualmente talvez seja o exemplo mais clássico de uso da realidade virtual. Afinal, quem nunca teve curiosidade pelos games de corrida com óculos virtuais, uma experiência típica de imersão?

O curioso é que até hoje essa ideia não tenha pegado entre fabricantes de automóveis. Olhando bem, ela parece até um pouco óbvia.

A Mercedes talvez tenha sido a única marca que se tocou dessa relação. E soube tirar ótimo proveito disso. Na sede da tradicional fábrica de automóveis alemã, é possível dirigir um Mercedes de luxo “pela costa do estado da Califórnia”.

Nada melhor para os aficionados por carro do que guiar um modelo luxuoso contemplando paisagens paradisíacas. Quem vai se lembrar de que se trata apenas de uma simulação virtual ao viver uma experiência dessas?

4. A intensa corrida de NASCAR oferecida pela XFinity

A XFinity é uma das operadoras de TV a cabo mais conhecidas dos Estados Unidos. Entre as atrações dos seus canais, está a transmissão da famosa NASCAR, corrida muito popular entre os americanos.

Para valorizar o seu produto, XFinity e NASCAR criaram uma experiência única: colocar seus telespectadores dentro de um carro de corrida.

Esse é considerado um dos exemplos mais intensos e emocionantes de uso da realidade virtual no marketing digital. E não é a única lição que você pode aprender a respeito.

Primeiro, falamos sobre a parceria entre Google e New York Times para contar a história do jornal novaiorquino utilizando realidade virtual. Agora, tocamos no assunto da união de NASCAR e XFinity.

Como deve ter dado para observar, quando o assunto é juntar marketing digital e realidade virtual, é necessário montar um time multidisciplinar. Afinal, tecnologia e marketing andam sempre juntos, mas o expertise em realidade virtual é bem específico.

E por que estamos falando isso? Simples: se a sua empresa é pequena ou se a perspectiva de se envolver tão profundamente com tecnologia te assusta, não tem problema. Busque parcerias e coloque a realidade virtual para funcionar no seu marketing!

5. Viva o seu seriado favorito com realidade virtual

A HBO e o seriado Game of Thrones (olha só, mais uma parceria) resolveram criar uma campanha baseada em realidade virtual.

Os fãs dessa série, talvez a mais cultuada da atualidade, lutam, interagem e imergem no mundo de conflitos e disputas políticas e bélicas de Game of Thrones. Quem ainda não começou a acompanhar, agora tem um bom motivo.

Como dissemos no início deste artigo, a realidade virtual vai aos poucos se confirmando como forte tendência.

Com o passar do tempo, ela sai das rodas de discussões científicas e de “nerds” para fazer parte do senso comum e figurar em conversas e debates cotidianos. Essa mudança é rápida e começa a despertar o interesse de diversos segmentos do marketing, especialmente o marketing digital.

Entre as empresas mais visionárias, já começou uma verdadeira corrida para antecipar essa tendência. Google, HBO, NASCAR, Mercedes, Game of Thrones, Toms e XFinity são apenas alguns exemplos. Muitos outros já existem ou ainda estão por vir.

Você vai se antecipar e começar a utilizar realidade virtual e realidade aumentada no seu negócio — figurando como pioneiro no seu setor no Brasil — ou vai esperar a moda pegar primeiro pra depois começar?

Para quem quer ser referência, ter visão e saber arriscar é fundamental.

É fundamental estar presente nas primeiras páginas do Google também. Afinal, “quem não é visto não é lembrado”, não é verdade? Continue com a gente e confira o nosso artigo sobre como uma agência de marketing digital pode melhorar o seu SEO!

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